Jovem frauda Wikipedia e atua como professor
Terça-feira, 06 de março de 2007 - 17h14
SÃO PAULO - Um jovem se fez passar por professor de teologia com título de PhD apenas fraudando um verbete na Wikipedia
O estudante Ryan Jordan, 24 anos, conseguiu dar aulas de teologia no Kentucky, Estados Unidos, e escrever artigos para revistas especializadas após mentir sobre suas próprias qualificações na Wikipedia.
O jovem, conhecido pelo nome de usuário Essjay na enciclopédia livre, era um contribuinte assíduo da Wikipedia e tornou-se editor do site, com poderes para arbitrar discussões da comunidade, bloquear verbetes alvo de vandalismo e retirar do ar textos publicados.
Entre outras contribuições, Essjay editou um verbete para Ryan Jordan, seu nome real, e atribuiu ao nome excelentes qualificações acadêmicas, entre elas um título de PhD.
Graças à credibilidade conferida pela enciclopédia, Jordan conseguiu trabalhos como professor e concedeu uma entrevista para a publicação New Yorker em julho de 2006. Sua fraude foi descoberta esta semana, quando jornalistas da New Yorker faziam um cadastro de seus entrevistados e não encontraram o nome de Jordan nas listas de ex-alunos dos locais onde ele disse ter estudado.
Pressionado, Jordan admitiu a fraude e confessou ter conhecimentos superficiais sobre religião. A revista pediu desculpas pela publicação da entrevista com um falsário.
O co-fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, também lamentou o episódio. Wales afirmou, no entanto, que a enciclopédia livre é baseada em relações de confiança e, por isso, sofre abalos sempre que alguém desaponta a confiança da comunidade. Jordan teve seus direitos de editar a Wikipedia suspensos.
Felipe Zmoginski, do Plantão INFO
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3 comentários:
acho que eu comentei esse caso na nossa conversa... mas aqui vai uma leitura interessante a respeito no Rough Type
Quando leio isso, ocorre-me imediatamente o fenômeno dos virus de computador. Parece que os virus têm duas origens: (1) técnicos que se colocam o desafio de quebrar a boa índole dos processos e computacionais, e (2) empresas de conteúdo (inicialmente, de software) que espalham os virus como forma de poluir conteúdos ilegais.
Na wikipedia essas duas razões podem estar presentes de alguma forma ou de outra.
Voltamos à questào do anonimato. Em terras de anonimato, dificilmente irá imperar as leis da boa civilizaçào. Creio que o anonimato se mostra inviável. Alguem concordaria?
Duas questões que considero importantes: 1) Por mais que as ferramentas de colaboração e comunicação se desenvolvam, vai continuar existindo a necessidade de se criar "redes de confiança". O Newton confiou em mim e sugeriu que eu participasse deste Blog. Eu confiei no Newton e passei a acompanhar a discussão. 2) talvez as ferramentas de colaboração ajudem a tornar a conversa menos "preconceituosa". Será possível formar opinião considerando mais as idéias que a pessoa manifesta e menos outros critérios como raça, cor da pele, idade, tipo físico etc.
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